O ESG é frequentemente associado às expectativas de clientes e investidores, à elaboração de relatórios de sustentabilidade ou ao cumprimento de requisitos regulamentares. Embora estes fatores desempenhem um papel importante, representam apenas uma parte de um desafio bastante mais abrangente.
Hoje, um número crescente de organizações procura perceber de que forma a sustentabilidade pode contribuir para uma melhor gestão, reforçar a competitividade, aumentar a resiliência e criar valor a longo prazo. É neste contexto que surge uma das perguntas mais frequentes: por onde começar?
A tentação é procurar uma resposta única. No entanto, essa resposta dificilmente existe.
Cada organização parte de uma realidade diferente. Algumas já possuem uma estratégia parcialmente estruturada. Outras respondem a exigências específicas de clientes ou do setor em que operam. Há organizações cujo primeiro desafio passa pela recolha de informação fiável, enquanto outras procuram definir prioridades, estruturar uma estratégia ou comunicar melhor o seu desempenho.
Mais importante do que identificar um ponto de partida universal é compreender que todas estas situações podem integrar uma mesma lógica de desenvolvimento.
Um percurso estruturado
O ESG não corresponde a um conjunto de iniciativas independentes nem a uma sucessão de atividades sem ligação entre si. Pelo contrário, tende a produzir melhores resultados quando integrado num percurso estruturado, em que cada etapa contribui para reforçar a seguinte e para consolidar a integração da sustentabilidade na gestão.
Naturalmente, nem todas as organizações iniciam esse percurso no mesmo ponto. Também não necessitam de o percorrer integralmente desde o início. Uma exigência de um cliente, a preparação de um relatório, a necessidade de definir uma estratégia ou de compreender melhor os principais desafios e oportunidades podem constituir pontos de entrada perfeitamente válidos, desde que enquadrados numa visão mais ampla de evolução.
Independentemente do mote inicial, o mais importante é que cada iniciativa deixe de constituir uma resposta isolada e reativa, passando a integrar uma visão mais ampla de evolução. É essa continuidade que permite transformar necessidades específicas em oportunidades de evolução e criação de valor.
Evoluir e criar valor
Quando o ESG é encarado apenas como uma resposta a uma obrigação, tende a limitar-se ao cumprimento do requisito que lhe deu origem. Quando passa a integrar a gestão da organização, a perspetiva altera-se.
A informação recolhida deixa de servir apenas para responder a um questionário. Os indicadores deixam de existir apenas para alimentar um relatório. As iniciativas deixam de ser ações dispersas.
Tudo passa a contribuir para um objetivo comum: apoiar melhores decisões, reforçar a eficiência, antecipar riscos, identificar oportunidades e criar valor para a organização e para as suas partes interessadas.
É esta mudança de perspetiva que permite potenciar o contributo de cada iniciativa para um percurso mais consistente de integração da sustentabilidade na gestão.
Uma abordagem consistente e proporcional
Defender uma abordagem consistente e proporcional não significa que todas as organizações devam seguir exatamente o mesmo percurso ou avançar ao mesmo ritmo.
Significa, isso sim, aplicar uma metodologia comum de forma ajustada às necessidades, prioridades e nível de maturidade de cada organização, preservando a coerência do percurso e dos seus objetivos.
Esta combinação entre consistência metodológica e proporcionalidade permite responder a desafios distintos sem perder de vista um objetivo comum: integrar progressivamente a sustentabilidade na gestão corrente da organização.
| Do percurso à ação
Até aqui falámos da importância de encarar o ESG como um processo de evolução. Mas o que significa isso, na prática?
Independentemente da dimensão ou do setor de atividade, um percurso estruturado tende a assentar em cinco momentos fundamentais:
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| · Demonstrar o percurso realizado e o desempenho alcançado, através de um reporte proporcional às necessidades da organização e às expectativas das partes interessadas. |

Naturalmente, nem todas as organizações iniciam este percurso no mesmo momento ou com o mesmo grau de profundidade. O importante é que exista uma lógica de evolução que permita dar coerência às diferentes iniciativas e transformar ações isoladas numa abordagem integrada e orientada para a criação de valor.
Uma visão para o futuro
À medida que o ESG continua a evoluir, é expectável que novas exigências, novos referenciais e novos desafios continuem a surgir.
Independentemente dessa evolução, uma ideia tenderá a manter-se válida: organizações diferentes podem iniciar este percurso em momentos distintos e com diferentes níveis de profundidade, mas beneficiam de uma metodologia comum, aplicada de forma proporcional à sua realidade.
Foi precisamente com esta visão que a UHY desenvolveu o seu Programa de Evolução ESG: uma abordagem modular, estruturada, faseada e proporcional, concebida para apoiar organizações com diferentes níveis de maturidade e diferentes objetivos, reconhecendo que o importante não é começar todas pelo mesmo ponto, mas proporcionar um percurso consistente de integração da sustentabilidade e criação de valor.
Mais do que identificar um ponto de partida comum, importa proporcionar a cada organização um percurso consistente que lhe permita evoluir ao seu ritmo, integrar progressivamente a sustentabilidade na gestão e transformar esse percurso em criação de valor.